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No final de março, garimpeiros ilegais destruíram a sede da Associação Wakoborun de Mulheres Munduruku, no Pará. À medida que avança pela região, garimpo deixa rastro de destruição

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Banzeiro: o avanço do garimpo em terras indígenas

No final de março, garimpeiros ilegais destruíram a sede da Associação Wakoborun de Mulheres Munduruku, no Pará. À medida que avança pela região, garimpo deixa rastro de destruição

Escrito em 08 de Abril 2021 por

Movimento Xingu Vivo

No final de março deste ano, um grupo de garimpeiros invadiu e destruiu a sede da Associação Wakoborun de Mulheres Munduruku, em Jacareacanga, no Pará. O ataque faz parte do rastro de destruição que o garimpo ilegal deixa à medida que avança pelas terras indígenas da Amazônia. A atividade é prejudicial para o meio-ambiente e para os povos da região, que se opõem à exploração mineral ilegal e que, em função disso, são ameaçados por jagunços armados. “O garimpo traz prostituição, traz a divisão ente os parentes, traz a contaminação por mercúrio e aumento de casos de malária” conta a líder indígena Maria Leusa Munduruku, a partir do minuto 7:33 dessa edição do Banzeiro.

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O avanço criminoso do garimpo em território indígena é o assunto dessa edição do Banzeiro, o podcast do Movimento Xingu Vivo para Sempre. O programa comenta, semanalmente, notícias e histórias relevantes para a população do Médio Xingu. Você pode escutar os episódios anteriores no site do Xingu Vivo ou pelo canal do movimento no Youtube.

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A abertura das terras indígenas à mineração é uma pauta cara ao governo federal. A medida foi promessa de campanha de Bolsonaro durante a corrida eleitoral de 2018. Desde então, dispararam os casos de garimpo ilegal em territórios indígenas. Paulo de Tarso, procurador do Ministério Público Federal em Itaituba, diz haver  sinais de que a atividade é patrocinada por grande grupos econômicos, e não por pequenos garimpeiros que trabalham isolados. “O garimpo é feito com o emprego de máquinas pesadas, retroescavadeiras, pás carregadeiras. Isso demonstra sofisticação, e demonstra que grupos econômicos tem financiado a invasão desses territórios”, diz ele, a partir do minuto 5:45. Segundo ele, "toda essa situação poderia ser evitada se o governo federal tivesse uma atuação mais contundente". 

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